UA e ULSGE participam em projeto de 8,7 M€ focado no rastreio do cancro do pulmão
A Universidade de Aveiro (UA) e a ULS de Gaia e Espinho (ULSGE), instituição pioneira na implementação de um programa de rastreio do cancro do pulmão em Portugal, participam no consórcio TIME4LUNG, liderado pela startup portuguesa iLoF (Intelligent Lab on Fiber).
O projeto pretende desenvolver e validar a tecnologia Optomics®, que analisa a impressão digital ótica de pequenas amostras de sangue e recorre à inteligência artificial para apoiar a tomada de decisões clínicas, como uma ferramenta de medicina personalizada para melhorar o rastreio e a deteção precoce do cancro do pulmão.
Submetido ao aviso STEPI&D&I Empresarial (Plataforma de Tecnologias Estratégicas para a Europa), integrado no Portugal 2030 / Compete 2030, o projeto obteve um incentivofinanceiro de 6,66 M€, distribuído por 6 entidades beneficiárias ao longo de 36 meses de execução. Em conjunto, a Universidade de Aveiro e a ULS Gaia e Espinho captaram um total de 1,8 M€. O Centro Académico Clínico Egas Moniz HealthAlliance (EMHA) prestará apoio à gestão e coordenação do projeto, contribuindo para a sua execução eficaz nas duas instituições.
A primeira reunião oficial de apresentação do projeto ao Conselho de Administração da ULSGE decorreu no dia 29 de setembro, com apresentações de Sara Miranda (Clinical Operations Associate da iLoF), Firmino Machado (Diretor da Unidade de Gestão de Planeamento e Inovação da ULSGE) e Margarida Dias (Diretora do Serviço de Pneumologia da ULSGE), médicos impulsionadores do programa piloto de rastreio em cancro do pulmão na ULSGE, e Pedro Domingues (investigador no LAQV-REQUIMTE).
No final, LuísMatos, Presidente do Conselho de Administração da ULSGE, manifestou a sua satisfação por esta conquista e reiterou o total apoio institucional à execuçãodo projeto. Destacou o papel das instituições e dos profissionais envolvidos, bem como o potencial da iniciativa para concretizar uma “revolução diagnósticaa nível nacional”, alicerçada no projeto piloto de rastreio do cancro do pulmão iniciado na ULSGE em agosto de 2025.
Por sua vez, ArturSilva, Presidente do EMHA, sublinhou o carácter desafiante e a elevada ambição do projeto, que visa transformar uma tecnologia já validada em contexto laboratorial para outras patologias numa solução pronta para aplicação clínica, contribuindo para reforçar a deteção precoce do cancro do pulmão.
Com o financiamento assegurado, seguem-se agora 3 anos de intenso trabalho colaborativo entre todos os parceiros do consórcio para transformar o conhecimento científico e inovação tecnológica numa solução com impacto real na vida dos doentes e nos cuidados de saúde.
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